22:49 10/11/2010, parece meio fútil
mas toda roupa tem sua história. Eu, às vezes, quando o tédio me pega de jeito e eu me encontro sentada no chão na frente do meu armário aberto (normalmente isso ocorre todo dia de manhã), ao invés de escolher roupas eu fico divagando. Daí eu volto pra imagem que tá na minha frente e começo a pensar nas minhas roupas. Algumas roupas eu penso em quando eu comprei, outras eu penso que tal coisa aconteceu comigo quando eu estava usando tal roupa. Eu lembro a roupa que eu estava usando quando tive várias experiências marcantes, e lembro exatamente como foi quando eu comprei. É divertido. Afasta o tédio.
estou cansada
dessas preocupações medíocres. A vida é curta, minúscula e não merece ser levada a sério! Não quero crescer me preocupando com contas, roupas, dinheiro. A vida é muito mais do que isso. Quero viver e morrer fazendo o que gosto, me arriscar, viajar, errar e aprender. O foda é que o bom senso me pega de vez em sempre, mas eu estou trabalhando nisso. Fazer o que dá na telha e perder a vergonha, ter a mente mais liberal pra depois poder contar histórias. Não é disso que as conversas são feitas? E não é das conversas que as coisas acontecem?
Só que eu sou muito mais medíocre.
Eu me limito a pensar tudo isso e colocar numa porra de um blog. E nem fazer jus ao que falo.
Tenho sempre algum motivo escroto pra caralho pra não fazer alguma coisa que quero muito, qualquer barreirinha me impede.
Cansei da escola. Eu adoro aprender, falando sério. Mas se TODO mundo tem que entrar na escola, porque a gente não nasce sabendo?! E vai pra escola pra aprender coisas muito mais interessantes, coisas que somente contribuem pra sua formação como pessoa ou coisas mais artísticas. Tipo política, educação sexual, argumentação, teatro, música, canto, dança, inúmeras línguas como matérias obrigatórias?
Eu queria tanto ter mais tempo pra essas coisas.
O tempo deveria passar mais devagar. Ou ser maior.
Só que eu sou muito mais medíocre.
Eu me limito a pensar tudo isso e colocar numa porra de um blog. E nem fazer jus ao que falo.
Tenho sempre algum motivo escroto pra caralho pra não fazer alguma coisa que quero muito, qualquer barreirinha me impede.
Cansei da escola. Eu adoro aprender, falando sério. Mas se TODO mundo tem que entrar na escola, porque a gente não nasce sabendo?! E vai pra escola pra aprender coisas muito mais interessantes, coisas que somente contribuem pra sua formação como pessoa ou coisas mais artísticas. Tipo política, educação sexual, argumentação, teatro, música, canto, dança, inúmeras línguas como matérias obrigatórias?
Eu queria tanto ter mais tempo pra essas coisas.
O tempo deveria passar mais devagar. Ou ser maior.
15:28 06/11/2010, de volta
Bom-dia, comunidade!
Tá que eu voltei faz um tempo já, mas isso a gente releva :)
Voltar ao Brasil, mais especificamente, São Paulo, mais especificamente ainda, MARGINAL TIETÊ, foi deprimente. Porque Montevidéu era o meu ideal de paraíso, tirando a água ruim e o excesso de carne.
É foda perceber que você realmente não consegue ver muitas coisas belas na sua cidade depois de ver uma coisa bela igual aquela. Pouco trânsito, casinhas perfeitas, gente de qualquer classe social andando de ônibus, o sol se pondo no mar (rio), sem poluição... Daí eu chego em São Paulo, sendo recepcionada pelo cheiro do tietê, a poluição, pessoas passando fome e morando na rua (o que, infelizmente, também tem lá - mas bem menos), o trânsito, os cidadãos mal-educados...
Sei lá como, mas eu vou voltar lá. E visitar outros lugares. Morar lá. Morar em outros lugares.
Morar longe de São Paulo.
Não.
Fugir do problema?
Dá pra ser melhor, eu sei que cem anos atrás as pessoas tomavam banho no rio tietê. O que mudou? Quem fez isso? Quem fudeu com a cidade inteira?
Que tal resolver o problema?
Sim.
Juro que eu vou lutar muito pra melhorar essa porra da minha cidade natal. Quero ter orgulho de ser paulista - honrar meu sotaque, meus bairros históricos, a diversidade cultural, a qualidade de ensino (da universidade).
Tá que eu voltei faz um tempo já, mas isso a gente releva :)
Voltar ao Brasil, mais especificamente, São Paulo, mais especificamente ainda, MARGINAL TIETÊ, foi deprimente. Porque Montevidéu era o meu ideal de paraíso, tirando a água ruim e o excesso de carne.
É foda perceber que você realmente não consegue ver muitas coisas belas na sua cidade depois de ver uma coisa bela igual aquela. Pouco trânsito, casinhas perfeitas, gente de qualquer classe social andando de ônibus, o sol se pondo no mar (rio), sem poluição... Daí eu chego em São Paulo, sendo recepcionada pelo cheiro do tietê, a poluição, pessoas passando fome e morando na rua (o que, infelizmente, também tem lá - mas bem menos), o trânsito, os cidadãos mal-educados...
Sei lá como, mas eu vou voltar lá. E visitar outros lugares. Morar lá. Morar em outros lugares.
Morar longe de São Paulo.
Não.
Fugir do problema?
Dá pra ser melhor, eu sei que cem anos atrás as pessoas tomavam banho no rio tietê. O que mudou? Quem fez isso? Quem fudeu com a cidade inteira?
Que tal resolver o problema?
Sim.
Juro que eu vou lutar muito pra melhorar essa porra da minha cidade natal. Quero ter orgulho de ser paulista - honrar meu sotaque, meus bairros históricos, a diversidade cultural, a qualidade de ensino (da universidade).
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