Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade

Disneylandia

Hijo de inmigrantes rusos casado en Argentina con una pintora judía, se casa por segunda vez con una princesa africana en Méjico.
Música hindú contrabandeada por gitanos polacos se vuelve un éxito en el interior de Bolivia.
Cebras africanas y canguros australianos en el zoológico de Londres.
Momias egipcias y artefactos incas en el Museo de Nueva York.
Linternas japonesas y chicles americanos en los bazares coreanos de San Pablo.
Imágenes de un volcán en Filipinas salen en la red de televisión de Mozambique.

Armenios naturalizados en Chile buscan a sus familiares en Etiopía.
Casas prefabricadas canadienses hechas con madera colombiana.
Multinacionales japonesas instalan empresas en Hong-Kong y producen con materia prima brasilera para competir en el mercado americano.
Literatura griega adaptada para niños chinos de la Comunidad Europea
Relojes suizos falsificados en Paraguay vendidos por camellos en el barrio mejicano de Los Ángeles.
Turista francesa fotografiada semidesnuda con su novio árabe en el barrio de Chueca.

Pilas americanas alimentan electrodomésticos ingleses en Nueva Guinea.
Gasolina árabe alimenta automóviles americanos en África del Sur.
Pizza italiana alimenta italianos en Italia.
Niños iraquíes huídos de la guerra no obtienen visa en el consulado americano de Egipto para entrar en Disneylandia

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
É a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

(Meus) pequenos prazeres da vida.

Fazer contas de dividir
Comer chocolate (sem se sentir culpada)
Ouvir uma música gostosa de se ouvir repetidamente
Receber uma mensagem SMS
Me sentir limpinha e organizada
Tirar nota alta numa prova
Dançar sem vergonha na cara
Não se incomodar com o silêncio

In The Mourning - Paramore

You escape like a runaway train
Off the tracks and down again
My heart's beating like a steam boat tugging
All your burdens
On my shoulders

In the mourning I'll rise
In the mourning I'll let you die
In the mourning
All my worry

Now there's nothing but time that's wasted
And words that have no backbone
Now it seems like the whole world's waiting
Can you hear the
Echoes fading

In the mourning I'll rise
In the mourning I'll let you die
In the mourning
All my sorry's
Bonita, e maldita ao mesmo tempo, a palavra saudade só existir em português.

Ir à luta.

Quando eu voltei pra São Paulo depois de ir pro Uruguay no final do ano passado, um desânimo filha da puta bateu em mim. Cidade cinza, poluída, rios mortos, praticamente sem fauna e flora, gente morando na rua, educação, transporte, cuidados médicos, tudo pelos olhos da cara. Claro que a cidade tem seus pontos bons, mas não se comparam à quantidade dos ruins.
Com essa quantidade de contras, tive uma súbita vontade de ir embora dessa cidade o mais rápido possível. Daí eu pensei no quão hipócrita eu sou, de reclamar e não fazer porra nenhuma. Aproveitar porque eu faço parte da porra da minoria da elite - se não isso, pelo menos classe média alta - brasileira e fazer questão de fugir sempre pra alguma bolha. Mas cara, da realidade não dá pra fugir. Só se você for completamente louco. O que, até onde eu sei, eu não sou não.
Então eu tinha prometido a mim mesma: vou à luta. Não sei o que eu vou fazer, por onde começar, mas eu preciso fazer alguma coisa. Critiquem-me por ser uma burguesinha escrota que acha que tá fazendo alguma merda no mundo, mas eu vou ao menos tentar.
E sabe o pior de tudo? Nem tentar, esse ano, eu tentei. As manifestações contra o aumento da tarifa do ônibus, por exemplo, tão aí, já foram 6, e eu sempre com alguma desculpinha pra não ir. Fico indignada, xingo, mas não faço porra nenhuma. Sabe de uma coisa? Tá na hora de ir à luta, de fato. Se minha mãe me proibir, eu vou escondida. Tô cansada de não fazer nada. Não quero morrer como um peso pra Terra, quero fazer alguma coisa que um dia eu me lembre com orgulho. Machucados físicos passam. Os psicológicos, daí já é outra história.